ESCOLA DO CLUBE ANDEBOL SALVATERRA

NORMAS ORIENTADORAS RELATIVAS AO TREINO
FASES DE APRENDIZAGEM DO ANDEBOL

INTRODUÇÃO

As indicações que se seguem, visam essencialmente ser uma ajuda pedagógica, onde serão expostas algumas bases fundamentais.

A abordagem metodológica apresentada resulta de uma busca constante, com a finalidade de dar resposta às situações concretas, às necessidades reais dos jovens e ao seu nível de compreensão.

Torna-se necessário para a formação do jogador , que evolua ao nível que é o seu, com jogadores do mesmo nível, de modo que esta formação seja fonte de progresso.

Desde a prática do jogo espontâneo até à prática do andebol elaborado, algumas etapas podem e devem ser traçadas, de modo a que o processo de aprendizagem, seja pedagógico, não impondo os modelos de alto nível como forma de aprendizagem. Assim para que esta seja verdadeiramente pedagógica, há que percorrer as etapas correspondentes a momentos de evolução biológica e mental e a comportamentos diferentes na criança e no jovem.

Existem vários momentos na formação do jogador.

Partindo dos próprios fundamentos do jogo, pode afirmar-se que a formação do jogador não termina nunca. Enquanto estiver em actividade, continuará a adquirir experiências, e por isso enriquecendo as suas capacidades técnicas e tácticas.

De qualquer forma, este enriquecimento não é o mesmo, nem qualitativamente nem quantitativamente, em todas as etapas de formação, pelo que se torna necessária uma delimitação o mais ajustada possível, das fases dessa formação em todas as facetas do jogo.

Para a formação do jogador de andebol, teremos de considerar diversos aspectos:

O PONTO DE PARTIDA

Na DEFESA, a primeira intenção táctica a previligiar é a INTERCEPÇÃO, que modifica o sentido de jogo, realiza o encadeamento defesa-ataque e faz passar a iniciativa do jogo para o outro campo.

No ATAQUE, trata-se de facilitar a progressão da bola para ir para a baliza. A acção pedagógica situa-se ao nível do não portador da bola para se tornar o portador e desencadear de seguida outras intenções: o APELO DA BOLA vai então ser previligiado com o seu complemento indispensável: a DESMARCAÇÃO.

Assim extraimos algumas propostas de partida:

PREVILIGIAR

No ATAQUE

 

Na DEFESA

O APELO da BOLA

Jogo nos Espaços

A INTERCEPÇÃO
Correr e receber a bola correndo para desencadear outras intenções tácticas:
Rematar - Passar - Manobrar

Trabalhar sobre a profundidade do campo e diante da baliza

Recuperar activamente a bola para desencadear as intenções tácticas de ataque:

Driblar – Passar - Rematar

Para se trabalhar os aspectos anteriores, devem-se propor exercícios, servindo-se para isso das ideias metodológicas atrás referidas utilizando o:

Algumas questões devem entretanto ser tomadas em consideração para melhor percebermos o que acaba de ser descrito.
ONDE – QUANDO – COMO deve o jogador aplicar as acções apropriadas para cada uma das situações?

OS DIFERENTES PERÍODOS DE JOGO


O andebol é um desporto fácil de se ensinar, com a condição de se saber por onde começar!

Consideramos então a existência de quatro períodos de jogo, aqueles que mais nos interessam. Um período de jogo pode comportar vária sessões de treino, seguindo-se a cada jogo sessões onde o apurar da técnica e táctica se tornam relevantes.

Durante os jogos vai dando explicações complementares para as suas intervenções no que respeita à arbitragem.

1º Período de Jogo

4 regras a aplicar:

1. 3 metros em relação à bola depois de uma paragem de jogo

2. 6 metros, zona de defesa a respeitar

3. 9 metros, linha dos lançamentos livres

4. autonomia: não mais de 5 apoios

5. Táctica (RE)CONQUISTAR a BOLA para marcar! A defesa desenvolve-se em todo o terreno de jogo....

Treino:

- Remates após dribles em progressão

- Remates em situação de 1x0, 2x0 e 2x1

- Melhoria da relação passador-receptor

- Aprendizagem da autonomia do jogador: paragem + contornar

- Aplicação: contornar + rematar

Nota: Favorecer a aprendizagem do atacante em 1x1


2º Período de Jogo

Regras: completar pouco a pouco a informação dos limites(arbitragem)

Táctica: aplicação da matéria anterior

Ataque

favorecer o jogo colectivo(proibir os passes longos)

Defesa

recolocar-se constatemente entre a linha da bola e a baliza a proteger

Treino:

Ataque:

- Melhoria do contornar o 1x1

- 2x1(procurar libertar-se para rematar

- passar, ultrapassar, libertar-se para novas acções

- colocação dos companheiros

Defesa:

- Deslocar-se no corredor de ataque em direcção ao possuidor da bola

agrupar-se para a entreajuda, contrariar.


3º Período de jogo

Regras: completar as informações, lei da vantagem

Táctica: aplicação da matéria anterior

Ataque:

ter mais atenção à ocupação do terreno de jogo, explorar a autonomia de jogo

Defesa:

dividir a área de jogo em 3 corredores: 4 jogadores ao meio e 1 de cada lado

A defesa toma assim cada vez mais importância; ela protege melhor a zona 9m-6m e o atacante deve libertar-se do grupo e abrir o jogo.

Treino:

Ataque:

especificação dos remates e melhoria da relação passador/receptor;

Treino do jogo em metade do campo, em superioridade 4x3

Desmarcação - fixação da defesa - procura de superioridade numérica

Defesa:

especificação das acções-contacto-cobertura mútua-intimidação

 

4º Período de Jogo

Regras a aplicar: continuação das anteriores

Táctica: aplicação da matéria já desenvolvida

Ataque:

ocupação dos postos específicos

Construção e organização do jogo, se o CONTRA-ATAQUE for perturbado

Defesa:

contacto e cobertura mútua

Treino:

Ataque

meios para melhorar o ataque/cruzamento/cortina/bloqueio

Aperfeiçoar os passes decisivos

Melhorar a circulação/fixação

Sistemas: 5x1 e 4x2

Defesa

melhoria específica(flutuação/cobertura/contacto/provocação

colaboração defesa-guarda redes

Seguidamente seguem-se normas orientadores relativamente ás fases de aprendizagem, baseadas nas faixas etárias:

Idade: 6 aos 10 anos

Dos 6 aos 8 anos

OBJECTIVOS PEDAGÓGICOS COLECTIVOS:

CONTEÚDOS:

FEED BACKS

Treinos: 2 x semana 50 minutos.

Dos 8 aos 10 anos

OBJECTIVOS PEDAGÓGICOS COLECTIVOS:

CONTEÚDOS:

FEED BACKS

Treinos: 2 x semana 60 minutos

Devem-se realizar 12 a 15 encontros por época.

Resumo desta fase

Conteúdos

Caract.Especiais

Metodologia

  • Aprendizagem global, sem treino técnico individual utilizando termos gerais e não específicos
  • Ter prazer
  • Iniciação aos desportos
  • Formação Geral
  • Combinação do Andebol com outros desportos e educação física
  • Tudo em movimento
  • Auto percepção motora abilidades básicas
  • Jogos com regras simplificadas
  • Não há treino técnico, treina-se tudo.
  •  

    FASE I : Aprendizagem global – 11/12 e 13 anos

    11-12-13 anos INFANTIS

    Conteúdos

    Caract.Especiais

    Metodologia

     
  • Criação dos fundamentos da prestação desportiva
  • Familiarização c/o andebol
  • Limitações físicas individuais
  • Andebol adaptado às crianças
  • Desenvolvimento dos esquemas motores
  • Espaços amplos
  • Ideias tácticas básicas
  • Uso dos jogos como forma de aprendizagem
  • As crianças vêm para o andebol pela necessidade de JOGAR e para satisfazerem a sua necessidade de movimento, o que deverá levar-nos a realizar a primeira grande motivação, o PRAZER.

    Isto significa que temos de alterar as regras, as estruturas do jogo, baseando-as na necessidade e no desejo de movimento das crianças.

    METODOLOGIA

    Exemplos de jogos a utilizar:

    Jogo livre
  • Observação do atleta a ocupar os espaços, com “ajuda”
  • Não dar indicações
  • Equipas equilibradas
  • Participação dos atletas como treinadores,árbitros, etc...
  • treinador=ajuda, não faz!
  • Todos devem participar
  • Troca do nº de jogadores em cada equipa
  • Jogo Dirigido
  • Jogo enfocado no reforço das habilidades técnicas e no conceito colectivo
  • atenção aos erros
  • Objectivo: a bola deve percorrer todas as zonas
  • Passes em movimento
  • Reduzir ou aumentar o nº de passes
  • Multi-bolas
  • Defesa e ataque em espaço reduzido c/ mais do que uma bola
  • Maior participação de todos os jogadores
  • Estimular as capacidades perceptivas
  • nº variado de jogadores e bolas
  • Bolas variadas no peso,tamanho,estrura
  • Espaços variados-
  • Possibilidade de troca de tarefas(defesa/ataque)
  • Multi-tarefas
  • Aumento das capacidades perceptivas
  • Jogos com 2,3 ou mais balizas
  • Mudar posição das balizas
  • Possibilidade de utilização de mais do que uma bola
  • Jogo Reduzido
  • Jogo Reduzindo:
  • nº de jogadores
  • Espaço
  • Tempo de posse de bola
  • Etc...
  • Reduções por objectivos
  • DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO

    1.- ÒCULO - MANUAL

    TAREFAS GERAIS TAREFAS ESPECÍFICAS
  • Todo o tipo de pegas
  • Largar o objecto(soltar,empurrar)
  • Todo o tipo de recepções
  • Drible
  • Remate(distãncia/pontaria)
  • Manejo de bola com uma mão
  • Separar os movimentos do braço e do tronco
  • Progressão c/bola controlada
  • Passes e recepções variados
  • Remates à baliza(variedade/distãncia)
  • 2.- COORDENAÇÃO SEGMENTAR DINÂMICA

    OBJECTIVOS:

    TAREFAS GERAIS

    TAREFAS ESPECÍFICAS
  • Acções alternadas trem Sup./trem inf.
  • Movimentos variados
  • Com obstáculos
  • Nº de bolas
  • Adaptação / pega da bola
  • Movimentos c/ e S/ bola
  • Passes e recepções variados
  • Remate apoiado e em suspensão
  • Combinação de todos os elementos anteriores
  • 3.- COORDENAÇÃO DINÂMICA GERAL

    OBJECTIVOS:

    TAREFAS GERAIS

    TAREFAS ESPECÍFICAS
  • Movimentos simples combinados
  • Saltos de todos os tipos
  • Impulsões diferentes
  • Direcções diferentes
  • Alternados ou sucessivos
  • Com obstáculos
  • Habilidades Gímnicas
  • Remates variados
  • Combinação de todas
  • Todas as habilidades do jogo
  • 4.- EQUILIBRIO CORPORAL

    OBJECTIVOS:

    TAREFAS GERAIS

    TAREFAS ESPECÍFICAS
  • Troca de posições
  • Movimentos com diferentes paragens
  • Movimentos c/ e S/ bola
  • Acções combinadas de desiquilibrios
  • Exercícios de luta que provoquem desiquilibrios corporais
  • Habilidades Gímnicas variadas
  • Posição base
  • Atitude defesa /ataque
  • Movimentos globais de defesa/ataque
  • Passes e recepção
  • Remate apoiado e em suspensão
  • Intercepção
  • Marcação ao oponente
  • 5.- PERCEPÇÃO ESPAÇO – TEMPORAL

    OBJECTIVOS:

    TAREFAS GERAIS

    TAREFAS ESPECÍFICAS
  • Variar os Espaços
  • Manipulação de objectos no espaço
  • Movimentos alternados ou simultãneos
  • Movimetos baseados na bola ou nos esquemas da equipa
  • Pega da bola
  • Movimentos com ou sem bola
  • Passe/Recepção
  • Remate apoiado e suspensão
  • Intercepções
  • Acções tácticas simples
  • Combinação de habilidades
  • APRENDIZAGEM GLOBAL – CONTEÚDOS

    TÉCNICAS OFENSIVAS:

    1. Movimentos globais variados e associados às habilidades básicas

    2. Relação: Corpo – bola

    3. Remates: de todo o tipo

    4. Combinação das Habilidades Básicas/acções técnicas

    CONTEÚDOS TÁCTICOS

    Defesa:

    Interceptar a bola para:
    1. Recuperar a sua posse
    2. Colocação na linha de passe
    3. 1ª acção ofensiva
    Recuperar a bola para:
    1. Evitar a progressão do adversário
    2. Perturbar acções técnicas
    3. Impedir a recepção, passes, remates
    4. Ideia de ajuda

    CONTEÚDOS TÁCTICOS

    Ataque:

    Ideia de profundidade:
    1. Finalizar com o máximo de angulo possível e nos 6 mt
    2. Progressão do jogador mais avançado
    3. Progressão e passe a esse jogador
    4. Apoios á progressão e ao passe
    5. Passe e desmarcação
    Ideia de Romper:
    1. Criação e ocupação dos espaços
    2. Ajuda contínua ao portador da bola
    3. Ocupação dos espaços próximos dos 6 mt
    4. Passar, receber,desmarcar

    GUARDA-REDES:

    Objectivos:

    Actividades:

    Metodologia:

    FASE II: INICIAÇÃO ESPECÍFICA – 12, 13 e 14 anos


    CICLO DOS PASSOS
    3 PASSOS + DRIBLE + 3 PASSOS

    ASPECTOS TÉCNICOS DEFENSIVOS

    CONTEÚDOS TÉCNICOS OFENSIVOS

    Movimentos com bola

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    DESLOCAMENTOS COM BOLA

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia

    MANEJO + “ARMADO”

    Objectivos:
    Actividades

    Variedade de :

    Metodologia

    DRIBLE

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    PASSES:

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    RECEPÇÃO:

    Objectivos.
    Actividades:
    Metodologia:

    REMATE:

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    FINTAS:

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    CONCEITOS TÁCTICOS OFENSIVOS

    Ideia de penetração:
    Ideia de desmarcação:
    Ideia de Colaboração com o Companheiro:
    Objectivos e conteúdos a desenvolver:
    1. - Relacionar as diferentes acções técnicas com as ideias tácticas
      - Variar a aplicação de recursos técnicos em função dos defensores
      - Máxima variação de penetração(espaço livre); Desmarcação(ocupação e criação)
      - Relacionar a acção técnica individual com o momento e espaço de intervenção: ajuste de distâncias, momento do passe,
      momento de penetração, momento de remate.

    1. Diferentes acções individuais:
      - Desenvolvimento do “passe e vai”
      - Iniciação à “décalage”(ataque ao espaço entre dois defensores)
      - Iniciação ao jogo de colaboração com o pivot
      - Iniciação ao cruzamento com dois objectivos:
        1. penetração
        2. Troca de posições
      - Iniciação aos bloqueios como colaboração para o remate

    1. - Jogo Colectivo
      - Estudo e desenvolvimento do jogo em superioridade(2x1, 3x2, etc....)
      - Adaptação da acção individual ao jogo colectivo
      - Desenvolvimento dos conceitos fundamentais de: amplitude, profundidade, ritmo de jogo.
      - Circulação de jogadores na zona de 9 mt
    2. - Contra-Ataque
      - Trabalho em espaços amplos
      - Desenvolvimento do contra-ataque em vagas
      - Iniciação ao contra-ataque apoiado:
        1. escalonamento-diferentes linhas de jogadores
        2. Amplitude
    Metodologia:

    Relacionar a técnica com os conteúdos tácticos(tomada de decisão)

    1. - Situações de 1x0
      - Variedade de recursos técnicos
    2. - Situações de 1x1(1x1 + companheiro)
      - variantes anteriores com oponente
      - progressão nas soluções: acordadas, opcionais, novas, etc..
      - progressão na execução de soluções: variedade na velocidade, variedade no ritmo, exigência na precisão do movimento.
    3. - Situações 2x1
    4. - Situações de 2x2 ou 2x2 e outro
      - Situação fundamental para o ensino e o treino da táctica colectiva
      - Variedade perceptiva (distâncias, espaços)
      - Variedade de execução (velocidade, ritmo, etc...)
      - Variedade de tomadas de decisão
      - Iniciador tem ou não bola
      - Bola procede de outras zonas
      - Relação especial entre atacantes: em linha, um mais adiantado
      - Relação especial entre defensores: em linha, em diferentes linhas
    5. Progressão de situações de superioridade a igualdade(3x2, 3x3, 3x4, 4x4)

    CONTEÚDOS TÉCNICOS DEFENSIVOS:

    Deslocamentos defensivos – defensor movendo-se de um lugar para o outro

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    POSIÇÃO BASE:

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    INTERCEPÇÃO DA BOLA

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    EVITAR E CONTROLAR A PROGRESSÃO DE UM JOGADOR COM BOLA

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    CONTROLO E INTERVENÇÃO FACE A OPONENTE COM BOLA EM PROXIMIDADE

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    INICIAÇÃO AO BLOCO

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    CONCEITOS TÁCTICOS DEFENSIVOS

    1. Recuperação da bola, evitar o golo
    2. “Transfer” : de espaços amplos (todo o campo) a espaços reduzidos ( área de 9 mt)
    3. Intercepção da bola:
      1. Atrasar o C.A. do adversário
      2. Colocação na linha de pase
    4. Actuação face ao oponente:
      1. Com bola: evitar penetração; dificultar passes e remates por antecipação; acompanhamento do jogador, obrigando-o a trajectórias laterais
      2. Sem bola: observação contínua da bola e do adversário; dificultar a ocupação de espaços livres dos atacantes; fechar os espaços de penetração.
    5. Colaboração com o companheiro:
      Momento de intervenção em função de: oponentes, situação da bola; espaço de jogo; velocidade.
    6. Desenvolvimento da táctica colectiva.

    OBJECTIVOS E CONTEÚDOS A DESENVOLVER

    MEIOS DE COLABORAÇÃO DEFENSIVA

    DEFESA FACE A CONTRA-ATAQUE

    GUARDA-REDES

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    FASE III : ETAPA DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICA – 14,15 e 16 anos

    TÉCNICAS OFENSIVAS

    TÉCNICAS DEFENSIVA

    CONTEÚDOS TÉCNICOS ESPECÍFICOS SEGUNDO O POSTO ESPECÍFICO

    Extremo:

    A - Em fase de contra-ataque:

    B – Jogo Posicional:

    Pivot

    A – Fase de contra-ataque:

    B – Jogo Posicional:

    Lateral e Central

    A – Fase de contra-ataque:

    B – Jogo Posicional:

    Técnicas defensivas

    Extremos:

    Zonas Centrais:

    Defesa Avançado

    Guarda-redes

    Objectivos:
    Actividades:
    Metodologia:

    Nesta fase é importante prosseguir a aprendizagem e o trabalho da táctica individual.

    PRINCÍPIOS TÁCTICOS INDIVIDUAIS – ATAQUE

    I – Proximidade

    1. Partir de um espaço que chame a atenção do defensor
      1. . Aproximação – afastamento(ajustamento da distância)
      2. . observação do defesa
      3. . aproximação, superação do defesa
    2. Fixação do oponente (par)
    3. Desenvolvimento do jogo 1x1
      1. Proximidade, deslocamento directo
      2. Desmarcação:
        1. mudança de direcção
        2. mudança de trajectória
        3. mudança de ritmo
    4. Acção posterior à recepção
    5. Acção anterior à recepção
    6. Acções combinadas
    7. Superar o oponente – penetração
    8. Não superar=continuidade

    II – Criação de espaços

    Não há penetração, mover os defensores para zonas exteriores

    1. Aumentar o Volume de Trabalho Integrado de COORDENAÇÃO
      1. O desenvolvimento das capacidades coordenativas proporciona uma aprendizagem das técnicas desportivas de uma forma mais rápida e económica.
      2. Deve ser considerado uma actividade prioritária na actividade desportiva dos jovens, porque é um factor decisivo nas prestações futuras de alta competição.
    2. Aumentar o volume de trabalho TÉCNICO-TÁCTICO INDIVIDUAL em regime de VELOCIDADE
      1. O treino dos elementos técnicos só tem sentido se executado em “Ambiente Táctico”
      2. Se não se procurar o RISCO, se não procuramos o ERRO, se nos limitarmos a jogar com muitas seguranças(pouca velocidade por exemplo), não haverá com certeza evolução, pois o processo de treino adapta-se às necessidades do praticante, que serão sempre as mesmas.
    3. Introduzir o trabalho sistemático de FORÇA
      1. Aumentar os índices de forças dos nossos jovens, É UMA TAREFA PRIORITÁRIA dos treinadores
      2. Este aumento é determinante para:
      3. Maior eficácia do Remate
      4. Maior velocidade nos deslocamentos
      5. Maior capacidade de choque
      6. Prevenção das lesões
      7. O trabalho de força nas sessões de treino:
        1. Integrado em diferente exercícios
        2. Circuito de treino
        3. Treino em circuito
        4. Exercícios individuais utilizando o peso do próprio corpo
        5. Exercícios aos pares
    4. Melhorar a Qualidade do trabalho da FLEXIBILIDADE
      1. O desenvolvimento desta capacidade é fundamental para:
      2. -Aumento da amplitude articular, aumentando a eficácia em determinados gestos técnicos(remate, defesa, etc.)
      3. - Prevenção de Lesões.
    5. Aumentar o volume de trabalho dos GUARDA-REDES
      1. Ao nível competitivo mais elevado sem grandes prestações dos Guarda-Redes, não se pode aspirar a grandes performances competitivas.
      2. Constata-se que os Guarda-Redes são os elementos menos solicitados no que diz respeito ao treino de posto específico
      3. Temos de alterar urgentemente esta situação e aumentar significativamente o Volume de trabalho dos guarda-redes e proporcionar-lhes condições para a sua AUTO-PREPARAÇÃO.
    6. Melhorar a qualidade dos EXERCÍCIOS
      1. Ao preparar-se um exercício deve constituir-se como problema para o jovem, cuja resolução tenha de aumentar e até superar as suas capacidades actuais.
      2. Se os problemas lhes surgirem demasiado fáceis o jovem vai resolvê-los de uma forma mecânica, não havendo assim aprendizagem, o mesmo acontecendo se os problemas forem demasiado complexos.
      3. Assim dever-se-á escolher exercícios adequados para o jovem evoluir e transformar as suas capacidades em competências.
      4. Contudo para que os exercícios tenham a sua máxima eficácia pedagógica é absolutamente necessário que se tenha em mente uma tripla preocupação:
        1. Adequada repetição, por forma a que o jovem possa fixar a aprendizagem
        2. Cumprimento rigoroso dos objectivos dos exercícios.
        3. Todas as acções técnico-tácticas do jogo desenvolvem-se em função da BOLA, assim todos os exercícios devem comtemplar a sua presença. Por analogia também o REMATE.
        4. Todos os momentos do treino devem ser COMPETITIVOS, devendo o treinador esforçar-se por criar formas de competição entre os jogadores, definindo objectivos precisos para a realização dos exercícios e "penalizando” aqueles que não os cumprem.
    7. Melhorar a qualidade do TREINO
      1. O treino deve ser considerado um espaço de intenso trabalho e de constante APERFEIÇOAMENTO das capacidades dos jogadores.
      2. Em todos os treinos os jovens têm de aprender algo. Tem de haver sempre “coisas” para fazer.
      3. Assim há necessidade de melhorar a qualidade do treino:
        1. Aumentando o RITMO do treino
        2. Aumentando a INTENSIDADE do treino
        3. Aumentando a DENSIDADE do Treino
        4. Aumentando a COMPLEXIDADE do treino
    8. Aumentar o Volume do Trabalho PSICOLÒGICO
      1. O Técnico deve saber Motivar os Jovens, para a prática desportiva, conferindo-lhe um caracter essencialmente LÚDICO, tornando-o uma fonte de ALEGRIA e PRAZER.
      2. Através de uma estratégia muito simples o treinador deve preocupar-se com o desenvolvimento das capacidades:
        1. VOLITIVA
        2. CONCENTRAÇÃO
        3. ATENÇÃO
    9. Aumentar o volume de trabalho INDIVIDUALIZADO
      1. A evolução da qualidade do jogo é determinada, em larga medida, pelo aperfeiçoamento das CAPACIDADES INDIVIDUAIS(técnicas,tácticas,condicionais,coordenativas e psicológicas).
      2. Ao possibilitar a rápida e segura potenciação das capacidades individuais, o TRABALHO INDIVIDUALIZADO assume uma grande importãncia, no moderno processo de ensino-aprendizagem do jogo.
      3. Este tipo de trabalho pode ser desenvolvido, não só no espaço de treino normal como fora dele.
    10. TREINO INTEGRADO
      1. Hoje em dia, não faz sentido, aperfeiçoar as diferentes capacidades (técnicas,tácticas, condicionais, coordenativas e psicológicas), dos atletas,de uma forma compartimentada.
      2. De facto, caminhamos claramente na direcção do TREINO INTEGRADO, que corresponde, na prática, ao aperfeiçoamento simultâneo de todas aquelas capacidades. Neste sentido, a unidade de treino moderno deve ser programada, por forma a cumprir uma série de objectivos e não apenas um(técnico-táctico,físico,psicológico).
      3. As Qualidades Fisicas no Andebol:
        1. Força
        2. Velocidade
        3. Flexibilidade
        4. Resistência

    SISTEMAS ENERGÉTICOS:

    Percentagem de intervenção com a duração de esforço
    Duração Anaeróbico Anaeróbico Aeróbico
      Aláctico Láctico  

    5 seg
    10 seg
    30 seg
    1 min.
    4 min.
    30 min
    1 hora.

    85 %
    50%
    15%
    8%
    2%
    0%
    0%

    10%
    35%
    65%
    62%
    28%
    5%
    2%
    5%
    15%
    20%
    30%
    70%
    95%
    98%


    RESISTÊNCIA


    Prevista na fase preparatória da época como um dos meios acessiveis para a adaptação requerida neste período

    INICIADOS:

    JUVENIS:

    JUNIORES E SÉNIORES

    VELOCIDADE

    Deslocamentos(ciclica)

    Reacção(aciclica)

    INICIADOS:

    JUVENIS

    JUNIORES E SÉNIORES:

    Treino de rendimento

    FLEXIBILIDADE

    Principio do treino fisico:

    CARGA implica ADAPTAÇÃO Objectivo do treino

    Estimulos utilizados

    Em treino

    Exaltação


    Super

    Compensação

    Nível inicial

    Carga 1

    LINHAS ORIENTADORAS DOS ASPECTOS DO TREINO FÍSICO NAS DIFERENTES ETAPAS DE FORMAÇÃO DE MASCULINOS

    IDADES ATÉ AOS 7 ANOS: BAMBIS: 7 e 8 anos
    IDADES dos 8 aos 10 anos:
    IDADES dos 10 aos 12 anos:
    IDADES dos 12 aos 14 anos
    IDADES dos 14 aos 16 anos
    IDADES dos 16 aos 18 anos

    CARACTERIZAÇÃO DAS FASES ETÁRIAS EM QUE SE INSERE O TRABALHO

    MODELO A ADOPTAR DA AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA

    1- AVALIAÇÂO ANTROPOMÉTRICA

    1.1. Altura(ALT)

    O atleta, de pé descalço, coloca-se encostado a uma parede, com os pés juntos, e os calcanhares juntos, nádegas e nuca também encostados, estando a cabeça posicionada de modo a o nariz se situe ao mesmo nível do lóbulo da orelha.

    Seguidamente é medida a distância que separa a extremidade inferior as superior, que vái do nível do solo ao ponto de encontro com a parede de uma perpendicular tirada do ponto mais elevado da parte superior da cabeça.

    Registar os valores em metros.

    1.2. ALTURA TOTAL(ALTT)

    Seguir o mesmo procedimento anterior, alterando a posição dos braços que estão em extensão total acima da cabeça com as palmas das mãos viradas para a frente e encostadas á parede, seguidamente medir do solo ao ponto mais alto, que são os dedos médios.

    Registar os valores em metros.